partilha de experiência de vida a nivel geral. Divagar sobre pintura,poesia,história e sobre a sociedade em que vivemos.

07
Mai 12

 

 

Um homem

`Es apenas um homem

Nada mais do que um homem

Tao simples quanto isto:

Um homem.

Porem, para mim

Nao `es um homem.

Nao!

Para mim tu nao `es um homem.

Para mim ...

Tu `es o homem.

 

OUVINDO.........

Chegam-me os teus sons

O som quente do teu amor

O som alegre da tua euforia

O som doce do teu carinho

O som acido da tua traquinice

O som amargo da tua magoa

O som agudo do teu grito

 

 

VENDO...........

Vejo-te caminhando para mim

Lentamente

Vejo-te sorrir

Num sorriso acanhado

Vejo-te levantar os bracos

E envolveres-me

Vejo desaparecer

Tudo em redor

 

 

CHEIRANDO........

Cheiro a tua presenca

E nela adivinho

O cheiro do estado

Da tua alma

Cheiro tudo

Quanto `e femea

Em teu redor

Absorvendo

O cheiro da ameaca

 

 

SABOREANDO.............

Saboreio o teu beijo

Qual manjar

Vindo dos ceus

Saboreio a tua pele

Como quem

Saboreia o vento

Saboreio o sal

Das tuas lagrimas

Que tempera

O louco amor

Que me ofereces

 

 

TACTEANDO........

Tacteio o teu coracao

Procurando

As certezas que me faltam

Tacteio o teu rosto

Certificando-me

De que `es real

Tacteio a tua mao

Para nos teus dedos

Entrelacar os meus

 

Sinto-te com os meus cinco sentidos........`es o homem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por sopa-de-letras às 22:20

06
Mai 12

 

Corpo ao alto

Firmando apenas

As pontas dos cascos

Cauda arrebitada

Olhar concentrado

Na linha do horizonte

Pelo branco e brilhante

Sangue quente

Correndo nas veias

Assim sou eu

Aguardando

A tua chegada

Para juntos

Lado a lado

Galoparmos

Galoparmos

Sem destino

 

 

publicado por sopa-de-letras às 23:38

 

 

Olhos tristes

Postos no chao

Ignorando a beleza do mar

Que tanto me fascina

Ignorando o vento

Que me acaricia

Isolada do mundo

Assim sou eu

Quando te afastas de mim

 

publicado por sopa-de-letras às 23:27

 

 

Cascos levantados

Orelhas arrebitadas

Ventas abertas

Crinas desgrenhadas

Pelo branquinho

Prontinha para atacar

Assim sou eu

Quando sopras

Na minha direccao

Ventos de ciume

 

 

 

 

publicado por sopa-de-letras às 23:14

 
 
Crinas soltas ao vento
Corpo ondulante no galope
Pelo branco e brilhante
Alma livre e selvagem
Galgando obstaculos
Destruindo barreiras
Assim sou eu
Galopando
Galopando
Na tua direccao
 
 
 
 
publicado por sopa-de-letras às 22:28

27
Abr 12

 

 

 

Serenamente colhendo flores

Desbravando mato

Pelos caminhos da minha alma

 

Mato em mim todas as dores

Se um jeito gaiato

Se espalha no ar e me acalma

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por sopa-de-letras às 23:11
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15
Abr 12
publicado por sopa-de-letras às 22:21

publicado por sopa-de-letras às 22:10

13
Abr 12

 

 

 

 

 

Nao sei se me doi mais

O bem que me das

Se o mal com que me torturas

Das ondas da minha tormenta

Vejo a tua mao estendida

Que julgo querer-me salvar

Mas quando tento alcanca-la

Percebo que se dilui

Nas aguas revoltas

Que me cercam

 

 

publicado por sopa-de-letras às 23:38
tags: ,

 

 

 

Florbela Espanca (1894-1930)

FANATISMO

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

«Tudo no mundo é frágil, tudo passa...»
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»

 

 

publicado por sopa-de-letras às 22:54

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