partilha de experiência de vida a nivel geral. Divagar sobre pintura,poesia,história e sobre a sociedade em que vivemos.

26
Out 12

 

 

- As árvores, meu filho, não têm alma!

 E esta árvore me serve de empecilho…

 É preciso cortá-la, pois, meu filho,

Para que eu tenha uma velhice calma!

- Meu pai, por que sua ira não se acalma?!

Não vê que em tudo existe o mesmo brilho?!

Deus pôs almas nos cedros… no junquilho…

Esta árvore, meu pai, possui minha’alma!…

- Disse - e ajoelhou-se, numa rogativa:

“Não mate a árvore, pai, para que eu viva!”

E quando a árvore, olhando a pátria serra,

Caiu aos golpes do machado bronco,

O moço triste se abraçou com o tronco

E nunca mais se levantou da terra!

                         

A Árvore da Serra, Augusto dos Anjos

publicado por sopa-de-letras às 20:44

19
Out 12
publicado por sopa-de-letras às 22:06

15
Out 12

Quando o sol se apaga

E o luar nao se acende

Desce o manto negro

Abafando a solidao

Envolvendo a angustia

Soltam-se da alma

Gemidos esvoacantes

Como penas de gaivota

Atingida em pleno voo

Sem a luz do sol

Nao se pode ver o ceu

Sem a luz do luar

Nao se podem ver as estrelas

 

by Maria Letras

 

 

 

 

 

publicado por sopa-de-letras às 21:47

04
Out 12

 

Afastem-se de mim, que pego fogo

Deixem que seja eu a consumida

Nao me ponham `a frente o mesmo jogo

Porque sei de cor cada partida

 

Deixem que a minha alma grite

Tapem os ouvidos se quiserem

Pois ela vai gritar ate que eu fique

Sem sentir os males que me fizerem

 

Nao facam de mim um brinquedo

Porque de brinquedo nada tenho

Sou uma mulher que nao tem medo

Da luta em que creio e que me empenho

 

Deixem-me so que quero chorar

Ate que a magoa me seque o coracao

Antes ser o rochedo em alto mar

Do que casca de noz sem direccao

 

poema: Maria Letras

tela(desatino): Maria Letras

 

 

 

publicado por sopa-de-letras às 22:23

 

 

Ânsia de amar! Oh ânsia de viver!

um’hora só que seja, mas vivida

e satisfeita… e pode-se morrer,

- porque se morre abençoando a vida!

 

Mas ess’hora suprema em que se vive

quanto possa sonhar-se de ventura,

oh vida mentirosa, oh vida impura,

esperei-a, esperei-a, e nunca a tive!

 

E quantos como eu a desejaram!

e quantos como eu nunca a tiveram

uma hora de amor como a sonharam!

 

Em quantos olhos tristes tenho eu lido

o desespero dos que não viveram

esse sonho de amor incompreendido!

 

Poeta: Manuel Laranjeira (1877-1912)

publicado por sopa-de-letras às 21:22

30
Set 12

 

Nao ha perto nem lonjura

Nessa tua imensidao

Como nao ha na saudade

Que trago no coracao

 

Se em mim trago docura

`E de ti que ela me vem

Tal e qual como a dureza

Que a minha alma contem

 

Poema de Maria Letras
publicado por sopa-de-letras às 11:21

21
Set 12

Os olhos escurecem e dir-se-ia

Que é de lá

Que a tristeza das coisas irradia…

A tristeza das coisas… Afinal,

Ó tristeza das coisas, tu existes

Dentro de nós, em nossas almas tristes

Como um eco da dor universal!

Ó silêncio das coisas, é ouvindo

O próprio coração que te escutamos!

E as lágrimas das coisas vão caindo …

E somos nós que as choramos!

Sim, nós!… Quem sofre e chora, somos nós!

Um choro de cobardes e vencidos,

Nessa hora de sombra em que, transidos,

Olhamos em redor… e estamos sós!

Sós! Todos sós! Ó almas solitárias,

Vede a tristeza da tarde!

É vendo-a que a noss’alma desolada

Se sente mais sòzinha, abandonada,

E o nosso coração é mais cobarde…

É vendo a claridade agonizar,

Como um olhar voluptuoso e triste,

Que sentimos subir-nos surdamente

Aos olhos o desejo de chorar

Baixinho, docemente,

Sobre o peito de alguém… que não existe!

E, quando sobre o mar

Cai a noite do céu pesadamente,

A gente, sem querer… põe-se a chorar!

 

Poeta: MANUEL LARANJEIRA  (1877-1912)

parte do poema "`A Tarde"

publicado por sopa-de-letras às 23:17

03
Set 12

 

 

Abre-me os bracos amor

Abre-me esses bracos

Que desejo, me envolvam

Abre-me a boca amor

Abre-me esses labios

E solta a palavra magica

Abre-me o coracao amor

Abre-me esse peito

E deixa que me aninhe

Abre-me a tua vida amor

Deixa que me absorva

Que tao depressa se faz tarde

 

publicado por sopa-de-letras às 20:49

02
Set 12
publicado por sopa-de-letras às 01:58

publicado por sopa-de-letras às 01:46

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